Ensino médio. Hora do intervalo.
Eis que surge uma barata no meio do pátio. Alvoroço total.
- Mata aí! - Grita um dos rapazes para o outro que se encontra mais próximo do inseto.
- Mata, não! Mata, não! Chuta! - Retrucou outro já se posicionando tal qual um goleiro prestes a defender um pênalti.
Duas amigas conversam sentadas em um banco e logo gritam, estridentes, levantando os pés e sacudindo as mãos, com ares de nojo tipicamente femininos.
A barata é arremessada longe sem que o "goleiro" consiga alcançá-la e vai parar bem embaixo do banco onde se encontram as amigas.
Finda a novidade e com a barata longe das vistas de todos, os olhares se dispersam entre conversas, paqueras e o jogo de ping-pong.
As amigas, animadas, resolvem comprar um lanche. Ajeitam os cabelos, cochicham sobre o carinha da outra turma e levantam em direção à cantina. Atravessam o pátio rebolando, delicadamente, como convém à idade.
Ali, entre um passo e outro, agarrada à calça jeans de uma delas, pegando carona bem em cima das nádegas e bem à vista de todos encontra-se nada mais, nada menos, que a barata do pátio.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
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