Peça de teatro organizada pelo grêmio do colégio.
A divulgação, bombástica, anuncia que o garoto mais popular (e lindo, e maravilhoso, e etc.) do colégio inteiro (e que já está no ensino médio, ais-ais-ais adolescentes...) vai atuar na tal peça, no papel central de uma figura mitológica, na qual ele teria que, obrigatoriamente, aparecer, (ais-ais-ais adolescentes)... SEM CAMISA. Além disso, ele iria cantar e tocar na peça.
Sucesso de público, óbvio. Todas as meninas pré-pré-adolescentes, que nem sonham ainda em chegar ao ensino médio, fazem fila no dia da peça para pegar um bom lugar (leia-se primeiríssima fila). Evento lotado.
Caem os panos. Cadê o garoto mais popular do colégio??? O papel central da tal figura mitológica está sendo interpretado por outro ator!!! (leia-se outro aluno nem um pouco popular ou bonito...) Cadê a figura? Nada, nada, nada... No final, aparece o popular, no meio de um bando de outros colegas sem expressão, tocando violão (mas não cantando) e, obviamente, vestindo uma camisa.
Marketing é tudo, né não?
terça-feira, 14 de outubro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Eu vou dar uma chinelada na barata dela!
Ensino médio. Hora do intervalo.
Eis que surge uma barata no meio do pátio. Alvoroço total.
- Mata aí! - Grita um dos rapazes para o outro que se encontra mais próximo do inseto.
- Mata, não! Mata, não! Chuta! - Retrucou outro já se posicionando tal qual um goleiro prestes a defender um pênalti.
Duas amigas conversam sentadas em um banco e logo gritam, estridentes, levantando os pés e sacudindo as mãos, com ares de nojo tipicamente femininos.
A barata é arremessada longe sem que o "goleiro" consiga alcançá-la e vai parar bem embaixo do banco onde se encontram as amigas.
Finda a novidade e com a barata longe das vistas de todos, os olhares se dispersam entre conversas, paqueras e o jogo de ping-pong.
As amigas, animadas, resolvem comprar um lanche. Ajeitam os cabelos, cochicham sobre o carinha da outra turma e levantam em direção à cantina. Atravessam o pátio rebolando, delicadamente, como convém à idade.
Ali, entre um passo e outro, agarrada à calça jeans de uma delas, pegando carona bem em cima das nádegas e bem à vista de todos encontra-se nada mais, nada menos, que a barata do pátio.
Eis que surge uma barata no meio do pátio. Alvoroço total.
- Mata aí! - Grita um dos rapazes para o outro que se encontra mais próximo do inseto.
- Mata, não! Mata, não! Chuta! - Retrucou outro já se posicionando tal qual um goleiro prestes a defender um pênalti.
Duas amigas conversam sentadas em um banco e logo gritam, estridentes, levantando os pés e sacudindo as mãos, com ares de nojo tipicamente femininos.
A barata é arremessada longe sem que o "goleiro" consiga alcançá-la e vai parar bem embaixo do banco onde se encontram as amigas.
Finda a novidade e com a barata longe das vistas de todos, os olhares se dispersam entre conversas, paqueras e o jogo de ping-pong.
As amigas, animadas, resolvem comprar um lanche. Ajeitam os cabelos, cochicham sobre o carinha da outra turma e levantam em direção à cantina. Atravessam o pátio rebolando, delicadamente, como convém à idade.
Ali, entre um passo e outro, agarrada à calça jeans de uma delas, pegando carona bem em cima das nádegas e bem à vista de todos encontra-se nada mais, nada menos, que a barata do pátio.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Pais precavidos
Conversa entre dois adolescentes durante as férias:
- Você acredita que a minha mãe fez um caderninho pra eu levar na minha excursão pra Disney com todas as coisas que eu tenho que fazer? Tipo: primeiro dia, fazer coisa tal; no banho, lavar a calcinha.... Pode?
- Pior foi meu pai. Quando eu viajei com a escola pra aquele acampamento, ele queria que eu levasse um MACHADO pra conseguir sair do ônibus caso houvesse uma emergência!
- Um machado?!?!?!?!
Risos e mais risos.
- Você acredita que a minha mãe fez um caderninho pra eu levar na minha excursão pra Disney com todas as coisas que eu tenho que fazer? Tipo: primeiro dia, fazer coisa tal; no banho, lavar a calcinha.... Pode?
- Pior foi meu pai. Quando eu viajei com a escola pra aquele acampamento, ele queria que eu levasse um MACHADO pra conseguir sair do ônibus caso houvesse uma emergência!
- Um machado?!?!?!?!
Risos e mais risos.
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