Dando sequência aos trabalhos iniciados pela querida amiga Tica, devo, em primeiro lugar, subscrever integralmente as suas palavras quanto à escolha de nomes. Os homens, realmente, deveriam ser proibidos de se imiscuir em tais assuntos. Aliás, deve ser notado que eles, em geral, se aproveitam de um momento mágico na vida da mulher (em que ela está providencialmente impossibilitada de sair do hospital) para se dirigirem ao cartório mais próximo e cometerem atrocidades que marcarão a vida de seus pimpolhos para toda a eternidade.
Agora mesmo fiquei sabendo de uma criatura que têm os irmãos Cristina, Cláudio e Carlos (normais!!) e o pai, num momento de delírio, colocou o nome da menina de Ciomara!
Sintam só o drama da garota... Quando todos os nomes dos irmãos são estranhos, ainda se pode contar com a solidariedade da família. Agora, ser o único agraciado com um nome resultante de um delírio esquizóide do pai, é muita sacanagem!!!
Conheço uma mulher que sempre sonhou, desde a infância, em ter uma filha de nome Andréa. O marido concordou com a idéia. Mas, fraco das idéias, chegou ao cartório, tinha uma revista de nome Cláudia na sala de espera (devia ser lançamento na época, é uma história antiga), o marido achou o nome tão-mas-tão-lindo que não resistiu à tentação e colocou o nome da filha de Cláudia.
Outra mãe escolheu para a filha o singelo nome de Lúcia. O pai saiu de casa em direção ao cartório, parou no caminho para tomar umas cachaças, e registrou a menina com o nome de Zenona!!!
Assim, proponho uma ampla campanha para que os cartórios sejam obrigados a se negar a registrar crianças sem autorização expressa da mãe, confirmando que o seu rebento deve carregar aquele nome para sempre. Melhor, um serviço de Certidão de Nascimento delivery, em que, nascida a criança, uma funcionária qualificada (submetida a rigoroso treinamento e periódicos testes de bom gosto) vai até a mãe, com um livro de significados de nomes, e efetua o registro do nome escolhido. E, se o nome escolhido não for, digamos, propriamente indicado para um exemplar da espécie humana, faz as adaptações necessárias (por exemplo, Dayanni seria transformado em Diana, Raphaelly em Rafaela, etc.).
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
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6 comentários:
Adorei sua idéia e creio que poderíamos lançar uma campanha nesse sentido. Ainda mais em um país como o nosso, onde tantas leis inúteis são aprovadas.
Não concordo, no entanto, com a interferência da suposta funcionária em relação ao bom ou mau gosto das mães. Afinal nossa luta seria em prol das mães ou do bom-senso? E o que é bom-senso? Teríamos nós o direito de interferir no gosto de tão fina criatura como Carla Perez, por exemplo, que, como tantas outras mães brasileiras, sonhou em dar um nome estrangeiro à sua prole e batizou sua filhinha de Camilly Victória? Para ela isso é chique, fazer o quê?
E creio que essa tentativa de "aportuguesar" alguns nomes acarretaria em desastres dos tipos: Uóxinton; Maicol, Braian, etc.
Ooooooooooi tica!
Cara, vacilo, quando você falou do seu blog eu pensei 'ééé, aposto que o meu é melhor', dai eu venho aqui e descubro um blog muito mais legal do que o meu e com um nome superlegal (neurônios de salto cara, tem nome melhor?). Admito que só hoje (terça-feira, caso não apareça a data no comentário, nunca se sabe) que eu fui entender. Quero dizer, como eu estava aprendendo (ou pelo menos fingindo estar) em biologia que as mensagens nervosas 'saltam' de um neurônio para o outro, eu entendi esse 'neurônios de salto' como uma referência a este fato. Totalmente normal. HAHAHA (essa é minha risada bloguética, legal, né?).
Enfim, os posts de vocês estão muito legais, de verdade.
E Tica (apelido genial, só pra constar - que por acaso me lembra do pai de uma amiga minha de macaé, cujo apelido era Tico Tico, que por sua vez me lembra do meu fiel e escudeiro amigo, o emoticon Tico Tico No Fubá), realmente, mais cedo ou mais tarde eu ia descobrir que O Segredo era mentira, provavelmente quando eu pedisse algo como uma vassoura voadora (que eu pedi de natal pro papai noel uma vez, e ai meus pais tiveram que me contar que papai noel não existia, horrível) e não recebesse. Quanto à baixa auto-estima, dei a volta por cima e hoje sou uma nova mulher (meldels). Eu quero dizer, um cara que realmente me ame, não vai deixar de me amar só porque eu tenho um nariz protuberante, né? Só estou citando o nariz porque, você sabe, a barriga é algo com solução.
Sobre o namorado, ser solteira nem é tão ruim assim (ah tá).
Então né, já falei demais.
Beijones Tica!
É, acredite se quiser!
Meus pais cismam em fazer meu óculos numa ótica de Franca (cidade perto de Patrocínio Paulista, dá pra sentir o poder, não é?). Vai entender.
E quanto à história do livro, eu realmente acho que você deveria escrever um! Do tipo Meg Cabot, pra adolescentes, sabe? Ia fazer maior sucesso, te garanto!
Quanto à mim, é, sei lá, acho que não nasci pra ser escritora mesmo, quero dizer, eu escrevia superdireitinho quando era pequena, e meus pais viviam dizendo 'você tem que virar escritora' e não-sei-o-quê, mas, é claro, quando você é pequena, qualquer coisa coerente que você escreve é admirada, ai você cresce e as coisas mudam.
Aliás, todos os talentos que eu tinha quando era pequena estão sumindo intrigantemente de mim. Tipo desenhar, pintar, escrever, essas coisas. Não consigo fazer nada como antes, que coisa frustrante.
Mas tudo bem, Paulo Coelho é realmente sacanagem. Quero dizer, ele é um velho praticamente centenário (tudo bem, nem tanto) e tá ai, ganhando milhões com os livros supertoscos dele.
Isso definitivamente não é justo.
Aposto que ele nem usa o dinheiro pra coisas legais, aliás. Deve gastar com coletâneas de MPB ou algo assim.
De qualquer modo, sério, escreve um livro!
oiiee
tudo bom??
legal seu bog...
e ve se passa la no meu! C=
Tica, eu digo não ao aportuguesamento!
Sara Andrade, na qualidade de tríope emérita, me explica esse negócio de mandar fazer óculos em São Paulo! Eles vem equipados com GPS, chip, ou o quê?
Ah, e concordo com você! Tica precisa escrever um livro urgentemente! Aliás, um não, vários!
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